O que é ter um DNA inovador?

Por Tiago Pereira

Nunca, na história da humanidade, houve tantas informações, conhecimento e transformações!

Percebemos um movimento muito forte de empresas, produtos e serviços se deslocando do físico para o digital: mídia, dinheiro, fármacos, transporte e mobilidade, segurança, biologia entre outros… Então, pela lógica a indústria fitness também? Absolutamente!

Inovar é realizar algo que nunca foi feito antes, romper, modificar, transmutar, abrir mão de um “estado” para chegar em outro e, convenhamos, mudança não é algo que nossa espécie de homo sapiens gosta. Nos adaptamos às mudanças, mas praticar ela diariamente é algo extremamente desafiador. Entre o querer e o fazer existe, muitas vezes, um grande hiato, um grande vazio, é o que defino como ‘’a dor’’ que gera mudanças pela inovação, à necessidade de sobrevivência, se você quer sobreviver.

Se você, seu departamento, marca ou empresa estão dispostos a enfrentar possíveis fracassos ou erros durante a jornada ‘’disruptiva’’, então as portas para inovação estão abertas, afinal, como o próprio Thomas Edison advertiu, inventar a lâmpada, um novo processo, sistema, produto ou uma nova fórmula de sucesso, muitas vezes pode partir de 10 mil tentativas anteriores sem sucesso.

Inovação se tornou a palavra da onda nos últimos tempos, e esse ano esteve presente quase que de alguma forma nos eventos corporativos. Empresas de todos os tamanhos, organizações de todos os gêneros, marcas e pessoas não só estão falando como promovendo e apostando na inovação como um amuleto da sorte para desembarcar no futuro. Porém, é importante dizer que não basta ser um empresa inovadora apenas um período, é necessário  ter e manter no DNA da empresa colaboradores com uma mentalidade inovadora, basta lembrar  que empresas como Kodak, Nokia, Blockbuster, Xerox, Yahoo, Atari e Blackberry eram consideradas monstruosas e inovadoras, mas acabaram ficando pelo caminho, pois perderam talentos, não mudaram cultura nem adicionaram novas tecnologias.

É necessário lembrar e nunca esquecer que a tecnologia é exponencial, mas nós, humanos, somos lineares. Muitos vão estar se perguntado: existe uma solução possível para nos adaptarmos a esse mundo cada vez mais V.U.C.A (Volátil-Incerto-Complexo-Ambíguo)?

O ponto número um e fundamental é a liderança e gerência se tornarem exponenciais e influenciar toda a empresa em prol da mudança, afinal, não adianta ter os melhores inovadores na companhia, se seus líderes e gerentes não conseguem implementar essas inovações para o mercado.

O segundo ponto é a mudança de mentalidade que passa por uma relação e foco também cada vez menor nas habilidades relacionadas à tecnologia, engenharia e matemática (hard skills) e aumento das relacionadas à criatividade, ética e imaginação (soft skills).

O terceiro e último ponto é o desenvolvimento da chamada ‘’inteligência criativa’’, que permite a descoberta de possibilidades de negócios, e ainda diferenciar de outros tipos de inteligência (conforme sugerido pela teoria das múltiplas inteligências de Howard Gardner). Os inovadores envolvem os dois lados do cérebro enquanto aproveitam as cinco habilidades inovadoras de descoberta para criar ideias.

A tecnologia chegou para perturbar a maneira como pensamos e como vivenciamos nosso corpo, logo, essa questão influenciará o nosso mercado. A próxima onda da tecnologia irá reformular o significado do termo ‘’ser humano’’. O wellness / bem-estar sofrerá mudanças significativas, inclusive porque a forma como procuramos o bem-estar será alterada pelas novas tecnologias que já chegaram e servirá como um ponto de convergência com muitas outras indústrias, como uma extensão da economia de dados, afinal, a tecnologia digital chegou para ficar.

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