Nunca é tarde para começar a se exercitar

Por Fitness Brasil

Os benefícios da atividade física para o corpo a gente já conhece, mas segundo uma reportagem publicada pelo jornal americano The New York Times, estar em boa forma física pode melhorar a memória e diminuir o risco de demência. É o que revelam dois novos estudos que avaliaram a ligação entre exercício, envelhecimento, condicionamento aeróbico e esquecimento. E tem mais: as pesquisas ainda apontam que alguns exercícios podem ser melhores que outros.

No primeiro dos estudos os pesquisadores chegaram a conclusão de que pessoas que mantiveram a forma física provaram ter quase 50% menos probabilidade de desenvolver demência do que os homens e mulheres menos aptos fisicamente.

Já um segundo estudo, realizado pela Universidade McMaster em Ontário, no Canadá, serviu como complemento para mostrar que tipos de exercícios seriam mais eficazes para melhorar o desempenho da memória em adultos saudáveis ​​e idosos.

Para isso foi feito um teste: foram recrutados 64 homens e mulheres sedentários com 60 anos ou mais e foram testadas suas habilidades físicas e de memória – como onde deixaram o carro no mesmo estacionamento em dias diferentes – pois, segundo os estudiosos, essa é uma das capacidades que vai diminuindo com a idade e pode marcar o início do comprometimento cognitivo.

Após esse teste, os voluntários foram convidados a caminhar na esteira. Um dos grupos se exercitou de forma moderada e constante por 50 minutos três vezes por semana, enquanto o outro grupo foi submetido a um treino intervalado durante os quais a inclinação de suas esteiras foi aumentada por quatro minutos, de modo que seus batimentos cardíacos subiram para cerca de 90% do máximo, seguidos por três minutos de caminhada fácil e mais três rodadas dos intervalos de inclinação.

Após 12 semanas, os voluntários repetiram seus testes de condicionamento físico e cognitivo. Somente quem fez o treino mas pesado, com intervalos, demonstraram melhorias significativas na resistência física e no desempenho da memória.

Para Jennifer Heisz, professora associada da Universidade McMaster que supervisionou o novo estudo, os resultados mostram que nunca é tarde para começar a se exercitar e, assim, proteger suas memórias, porém,  o exercício precisa ser pelo menos um pouco intenso, para aumentar as frequências cardíacas e melhorar a forma física. “Eu digo às pessoas para procurarem elevações quando saírem para passear ou acelerar o ritmo entre os postes de luz da rua.

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