Como você encara o novo?

Por Luciana Wallbaum

Dia 25 de dezembro de 2019 eu embarcava de férias com meu marido de São Paulo, Aeroporto Internacional de Cumbica, para Natal e Praia da Pipa, no Rio Grande do Norte. Fomos surpreendidos pela movimentação enorme de pessoas viajando e pelo novo sistema da companhia aérea para aqueles que tinham realizado o check-in prévio. As bagagens poderiam ser despachadas de duas formas: indo ao tradicional balcão de despacho com os atendentes ou indo ao autoatendimento, onde você mesmo faz o check-in, imprime a etiqueta de bagagem e depois vai até um segundo autoatendimento para que sua mala vá para a esteira, seja pesada, depois seu ticket de embarque e a etiqueta são escaneados e pronto, malas despachadas!

Um casal atrás de nós estava perdido, assim como nós  quando chegamos, e foram orientados pela educada funcionária da companhia da mesma forma. Contudo, a reação do marido foi antagônica à nossa. Ele queria questionar a menina porque eles complicaram o processo, porque não tinham os atendentes como antes. Na verdade os atendentes estavam lá… era uma questão de escolha, mas talvez ele não tivesse escutado a funcionária muito atentamente.

Uma hora depois entrei no avião e peguei meu livro para ler. Iniciei um capítulo que coincidentemente falava exatamente sobre isso. Um estudo liderado pela professora de psicologia da Universidade de Stanford, Carol Dweck, sobre os impactos da mentalidade de indivíduos no ambiente empresarial, mas que pode perfeitamente ser aplicado na vida pessoal também. A autora denomina dois tipos de indivíduos:

  1. Fixed mindset: aqueles resistentes aos aprendizados, modelo mental fechado, inflexível, pessoas que sempre fazem questão de provar sua tese constantemente em todas as situações que defrontam.
  2. Growth mindset: exatamente o oposto, aqueles que acreditam que podem incrementar ou alterar suas características e conhecimento. Enxergam oportunidades de crescimento em todas as situações, sejam nas crises ou nos desafios.

Sandro Magaldi e José Salibi Neto escreveram em seu livro O Novo Código da Cultura que empresas sucumbiram nos últimos anos não por fazerem as coisas erradas, mas falharam, sobretudo, por fazer a mesma coisa certa por muito tempo.

No mundo corporativo isso pode ser cruel. Empresas tradicionais fecham suas portas, gerando desemprego e dívidas, porque não enxergaram o falecimento do seu produto ou serviço. Por outro lado, assistimos a um modelo novo de empresas nascendo e startups com outra mentalidade, mais centrada no cliente, em necessidades reais, com gestão e processos mais ágeis para se reinventarem rapidamente.

Na vida pessoal também é assim: existem pessoas, principalmente as mais velhas, que vivem de passado, todo o futuro parece ser assustador. Haverá muitos desempregados à medida que a tecnologia avança para postos humanos, porém, não se esqueça: tecnologia sem o fator humano dando as direções não é nada.

E você, fica sentado o tempo todo fazendo as mesmas coisas que já conhece e te trazem segurança ou é daquelas pessoas que saem da zona de conforto, um inconformado convicto e permanente?!

Me parece que o futuro diz que ter um growth mindset trará mais oportunidades de carreira profissional, e pelo lado pessoal, nos transformar em melhores seres humanos, daqueles que se abrem para o novo e conseguem escutar sem criticar, sem julgar, se aproximar e não afastar! Ter capacidade de ter atitudes mais conciliadoras e cooperativas, e aceitar de forma positiva o novo, a diversidade, mas o mais importante, respeitando a tudo e a todos.

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