Como será a Educação Física nas escolas daqui em diante?

Por Silvestre Cirilo

Estava assistindo um vídeo hoje, e o autor falava sobre uma nova ordem mundial. É lógico que esse assunto se torna mais latente a cada dia que passa. Mais de 45 dias sem aquela rotina. E, no meio disso tudo, como está a nossa profissão?

Já falei em textos passados sobre um novo tempo e, que na educação, discussões sobre novas formas de ensino devem surgir. Desde a formação do profissional até a forma como encaramos a sala de aula. Mas, e a Educação Física? Em qual lugar ela vai se encaixar nesse novo contexto?

Em tempos de isolamento, com as unidades escolares utilizando o EaD como estratégia para tentar minimizar o estrago, como está situada a Educação Física nessa onda? Somos uma disciplina instrumental (não na sua totalidade, podemos trabalhar algum conteúdo teórico), que temos uma sala de aula diferenciada (a quadra de esportes ou algo similar), e materiais ímpares dentro da escola (exclusivos da disciplina).

Quando tudo isso passar e voltarmos à ativa, ainda estaremos sujeitos às regras sanitárias, até que estejamos imunizados. Então, como montaremos aulas práticas para 30, 40 alunos, num espaço cujo contato físico quase sempre é o mote da aula. Como quase tudo que fazemos, este fato será discutido cinco minutos antes da primeira aula. Como faremos?

E, no futuro, estaremos preocupados com as condições mínimas para ministrar uma aula? Com a segurança dos envolvidos? Será que estudaremos sobre gestão de riscos? Será que a educação física escolar também é tão importante quanto aquela educação física voltada para a saúde, aquela das academias?

Só vale o que gera valor econômico? Uma discussão séria sobre a Educação Física deve ser iniciada o mais breve possível, para que possamos pensar em um novo modelo, alinhado ao que há de vanguarda no campo da pedagogia e da tecnologia.

Vamos ao debate!

 

Silvestre Cirilo é doutor em Ciências do Exercício e do Esporte pela UERJ, Mestre em Gestão e Estratégia em Negócios pela UFRRJ, Especialista em gestão da administração pública pela Universidade Castelo Branco e em Ciências do Treinamento de alto nível pela UFRRJ, e graduado em educação física pela UFRRJ (2002). Atua no ensino básico nas redes municipais de Itaguaí e no Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em pedagogia do esporte, história do esporte; gestão, marketing e política esportiva; comunicação e mídia no esporte, estudos Olímpicos e Paralímpicos.

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