Como proteger a sua academia das doenças virais

Por Marta Stegani

Nos últimos meses não se fala em outra coisa: o Coronavírus tem ocupado as manchetes dos jornais e causado preocupação na população de todo o mundo. E não é para menos: de acordo com boletim divulgado pela Organização Mundial da Saúde, mais de 50 mil casos foram confirmados apenas na China. A doença também chegou à Europa e na última quarta-feira (26) foi registrado o primeiro caso no Brasil.

Ainda não se sabe ao certo qual a origem da doença, mas, segundo boletim da Sociedade Brasileira de Infectologia, a contaminação acontece através do ar, por meio da tosse ou espirro, pelo toque ou aperto de mão ou contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos,

E você, que frequenta academia, é proprietário ou gestor, já parou para pensar em como o seu espaço é suscetível à transmissão do Coronavírus? De acordo com o doutor Gerson Salvador, médico infectologista e associado da Sociedade Paulista de Infectologia, os proprietários de academia devem ficar atentos não apenas à circulação do Coronavírus, mas também á propagação de outras doenças de transmissão respiratória, como a gripe e o sarampo.

O que fazer para deixar a sua academia longe do Coronavírus?

De acordo com o doutor Gerson, a maneira mais eficaz de prevenir contra o Coronavírus e outras doenças respiratórias é através da limpeza das mãos: “os usuários da academia devem ser estimulados a fazer a higiene das mãos constantemente, eventualmente com cartazes que chamem a atenção para a higienização antes de iniciar seus exercícios e ao final.

O uso do álcool gel também é válido e a dica do doutor é que hajam dispensers em locais visíveis e de fácil acesso, para facilitar a higienização.

Outra maneira de evitar a transmissão de infecções respiratórias é a chamada etiqueta da tosse, que consiste em cobrir a boca no momento em que for tossir utilizando a região do cotovelo.

A recomendação do especialista é que pessoas com sintomas como tosse e febre sejam orientadas a procurar ajuda médica e que procurem se afastar dos exercícios durante o período desses sintomas – a dica vale tanto para os seus alunos quanto para seus funcionários!

Por fim, oriente que seus alunos não compartilhem objetos de uso pessoal: “assim como os vírus podem ser transmitidos através de superfícies contaminadas, compartilhar a garrafa em que se toma água, o pente ou outros objetos de uso pessoal pode ser um meio de transmitir não apenas o Coronavírus, mas outras infecções”.

A recomendação do especialista é que pessoas que apresentam os sintomas sejam cautelosas: “é recomendável que pessoas com sintomas respiratórios e febre não façam seus exercícios e não estejam em lugares em que há aglomeração de pessoas ou em ambientes fechados porque elas podem ser fonte de infecção”.

Apesar do alerta e dos cuidados, é importante se manter informado e ter calma acima de tudo: “é muito importante que a gente combata a epidemia de fake news que causa desespero. Nós temos que ter serenidade e continuar conduzindo as nossas vidas com as devidas prevenções e precauções não apenas por conta do Coronavírus, mas de diversos outros agentes infecciosos que se transmitem de forma parecida”, conclui o doutor.

Gerson Salvador é médico do Hospital Universitário da USP, coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro, especialista em Infectologia pela FM-USP e em Saúde Pública pela FSP-USP e associado da Sociedade Paulista de Infectologia.

 

 

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