A tecnologia a favor das aulas coletivas

Por Cida Conti

O fitness, tal como o conhecíamos, está mudando, e nós, professores e gestores, teremos que adotar as novas regras ou fechar as portas, pois tão certo como a chegada do amanhã, sabemos que não iremos sobreviver sem aceitarmos estas mudanças.

Como profissional de educação física com mais de 34 anos de atuação na ginástica, me recordo das dificuldades que enfrentei nos anos 80 ao ter que recorrer à uma vitrola – isso mesmo, uma vitrola, para sonorizar minhas aulas.

A cada movimento mais intenso que fazíamos, o disco saltava conosco, além das músicas que apresentavam pontes que fugiam completamente da métrica dos 32 tempos. Parávamos a cada track, fazendo que as aulas assumissem inevitavelmente o caráter intervalado.

Depois, chegaram as já extintas fitas cassete, que eram gravadas de forma contínua, com músicas editadas, mas que enrolavam e se partiam com frequência. Só os contemporâneos poderão atestar a estreita relação entre uma caneta “BIC” e estas fitas.

Em meados dos anos 90, finalmente chegaram os CDs, já mais leves e com maior capacidade de armazenamento.

Hoje, um novo cenário surge e a tecnologia invade o mercado trazendo inovação e novas perspectivas para o treinamento. Nossos alunos estão usando monitores de frequência cardíaca sofisticados, capazes de apontar todos os indicadores necessários para o controle individual do treino. Temos aplicativos que determinam a quantidade estimada de calorias gastas e até mesmo o número de copos de água que devemos consumir diariamente.

Aqui no Brasil já é possível encontrarmos academias que oferecem aulas virtuais, nas quais os alunos acompanham as rotinas coreográficas através de vídeos. Apesar de toda a controvérsia desta oferta, vale lembrar que, em vias de regra, as sessões virtuais são sempre acompanhadas por um professor, que oferece todo apoio técnico necessário aos participantes.

Antes de qualquer julgamento equivocado, a ideia deste texto não é fazer a apologia ao universo digital e aos gadgets, muito menos incentivar clientes a substituírem as aulas por uma rotina de exercícios acessada através de um celular. É preciso apenas entender que, para continuarmos no mercado, teremos que fazer uso da tecnologia como aliada, seja na facilitação de nossas tarefas rotineiras ou na oferta de melhores serviços aos nossos ávidos clientes.

Nas atividades coletivas, a modernidade nos presenteou com novidades que compensam um passado mais recente de dificuldades, quando ainda carregávamos notebooks em mochilas pesadas e cheias de CDs e DVDs que riscavam e se perdiam facilmente.

Hoje, empresas como a Radical Fitness saem na frente com aplicativos que permitem acesso a um vasto conteúdo digitalizado de vídeos e músicas off-line através de aparelhos celulares e tablets.

Outra novidade que acaba de desembarcar aqui no Brasil é o Street Workout, um projeto ambicioso e genuíno que se baseia no uso de exclusivos fones de ouvido de longo alcance para serem utilizados em eventos abertos e embalados por música. Sem dúvidas, uma grande porta que se abre para profissionais que desejam empreender e oferecer experiências inusitadas aos seus alunos.

Precisamos entender que estamos todos conectados e a tecnologia avança e nos obriga a modernizar nossos meios de trabalho. Pode ser que em alguns momentos estes novos recursos nos pareçam assustadores, mas sem dúvidas estamos diante de um caminho sem volta.

Utilize a inovação a seu favor professor e aproxime-se de tudo que o ajudará a manter uma posição de destaque em um mercado mais do que competitivo.

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