Avaliação Física em academia

Para quê perder tempo em avaliar?

A Academia vem se reinventando desde a década de 80 para poder melhor atender o seu cliente. Essa é uma necessidade de mercado, ser assertivo no que é oferecido na Academia.

Entretanto, a avaliação física é a mesma desde a década de 80. Utiliza de métodos sem coerência para na maioria das vezes entregar um resultado que o aluno já sabia. A frase “você está gordo”, para um gordo, me parece uma brincadeira de mau gosto. Ele já sabia. Ele já havia visto no espelho. A família dele já havia cobrado uma solução. E o convencem a pagar para fazer uma avaliação que no final vai falar que ele está gordo, que servem pouco para prescrever treino. Deve ser brincadeira mesmo.

Temos tentado repensar o modelo de avaliação para que realmente tenha profundidade nas ações e sirva para prescrever o treinamento. Estamos buscando por uma avaliação física que esteja relacionada com o que acontece na Academia. Estamos desenvolvendo metodologias que utilizamos no esporte e não metodologias relacionadas a testes laboratoriais. O que estamos tentando fazer é usar a avaliação nos processos diários da academia e não como um gerador de parâmetros. Esse modelo de gerador de parâmetros que só serve para falar como você está naquele momento e não deve nem ser usado para comparar, não deu certo.

Os clientes não fazem a reavaliação física por motivos óbvios. Os mesmos resultados, quando acontecem, são visíveis no espelho e ninguém precisa de um valor de percentual para entender que está mais forte ou mais magro. Aliás, mais magro a própria balança mostra. Isso mesmo: a balança serve para mostrar isso. Recebemos a informação errada sobre esse assunto. Quem treina e perde gordura a diferença aparece na balança. Nesse caso sempre tem um avaliador que vai dizer “E a falsa magra?” – (aquela que parece ser magra, mas tem um % de gordura alto). Mas estou falando de quem treina e modifica o peso o resultado da balança é verdadeiro.

A ideia é transformar o avaliador num colaborador de sala, que faça avaliações formativas nos clientes, que possa utilizar dos dados dessas avaliações para que os professores prescrevam com mais exatidão os treinos, que sirva para modificar treinos, que aponte risco de exercício por alguma questão estrutural, como por exemplo o de algum encurtamento muscular que influencie no treino e possa levar uma lesão. Por fim, por uma avaliação que informe e modifique e não que xingue.

Trabalhamos com diversos modelos para isso. Avaliação de testes de força, para quem quer hipertrofia, sendo feito em diversos momentos, sem o aluno precisar agendar e sem atrapalhar o treino dele. Esse modelo de avaliação serve para ajustar a carga de treino e para que o aluno alcance o seu objetivo de forma mais rápida e certa.

Fazemos para a sala de ciclismo indoor avaliações específicas. Avaliações de ajuste dos limiares de frequência cardíaca para melhor orientação das próprias aulas. O modelo de avaliação é feito na “bike” da sala, nos horários em que não tem aula. Além disso, entregamos avaliação de hidratação e gasto calórico para os alunos dessas aulas.

Para os que gostam de esteira, também fazemos um modelo parecido com o do ciclismo indoor. Para o treinamento funcional e crossfit desenvolvemos um modelo inteiro de ajuste de cargas, altura de bancos para salto, pliometria, onde todos os resultados são inseridos numa planilha de periodização que gera o plano de treino.

Esse é o novo objetivo da avaliação: avaliar para prescrever. Desenvolvemos todo um modelo para ter uma avaliação que prescreva o treinamento.

Fazendo isso, conseguimos, além de avaliar, prescrever e reavaliar. Começamos a ver “de cima” o que está acontecendo com os objetivos dos alunos em relação ao treinamento que estão realizando. Conseguimos ver quais são os melhores modelos para cada objetivo, bem como orientar os professores de sala sobre o que tem tido efeito e quais são os melhores modelos utilizados por eles. Com isso transformamos a avaliação que era de teste de laboratório no cérebro da academia. Uma inteligência que consegue observar o que a academia tem de melhor e fortalecer o desenvolvimento deste.

E, por último, todas essas informações servem para o departamento de vendas. Imagina uma vendedora apresentando a academia para um cliente de acordo com o objetivo dele, falando quanto temos de resultados em % em cada área da academia? Dessa forma venderíamos de verdade.

A Avaliação Física tem que mudar e estamos oferecendo soluções para isso.

7 thoughts on “Avaliação Física em academia

  1. Mauro Freitas says:

    Sem novidades esse texto. Não vejo nada de avançado ou revolucionário nesses metodos visto que o professor de Educação Fisica dedicado ao estudo científico, fisiológico e biomecânico sabe muito bem como aplicar testes e avaliações que vão muito alem de aferir medidas e dobras cutâneas, pois sem isso não se prescreve nem se aplica eficientemente um programa de treinamento levando em consideração o objetivo do cliente/aluno. Publicar isso é brincar com a inteligência das pessoas!

    • Giovanni says:

      Concordo com você. Os percentuais que o autor citou pejorativamente são muito mais autoexplicativos e funcionais do que ficar testando cargas para estipular um percentual de trabalho. A força é variável de acordo com o dia e a disposição, a dobra tem muito menor variabilidade. Se pedi uma série de 15 repetições, e o aluno fez 20, a carga está leve e deve ser aumentada, isso a cada treino. Me parece falta de sensibilidade do autor de interpretar os valores.

    • Gilberto F.Rodrigues says:

      Bom, o texto no final diz que tem que vender…. deve ser por isso.
      Brincadeiras a parte, acredito que isso, pode funcionar para motivar alguns profisionais a orientar mais os alunos quanto aos treinamentos segundo cada objetivo de cada aluno, tendo em vista q um aluno desprovido de conhecimento academico tem muita duvida sobre o porq de certos treinos etc., isso pode gerar maus perguntas e cuidados, consequentemente maior responsabilidade de ambos os lados.
      Esse è o meu ponto de vista pelo qual vejo positivo.

  2. Hibari Gondo Lima says:

    Já fiz vários cursos com o Professor Mário Pozzi e mais recentemente participei do Camping de Avaliação Fisica com a metodologia Avaliar para Prescrever e posso dizer que é uma maneira muito diferente de entender a Avaliação Física, desconstruindo o modo de interpretar os dados coletados dando inúmeras possibilidades de uso para a prescrição e trazendo soluções simples e claras para o dia a dia ! Modificando a relação da avaliação física com a academia, professores e alunos, tornando a base de todos os processos desde o treino até a recepção, vendas e todo o processo administrativo da academia! Sensacional!

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